O que é inovação disruptiva?

A Uber é uma das maiores empresas de transporte do mundo, sem fabricar ou ter uma frota de carros. A Airbnb é uma empresa que oferece a maior oferta de imóveis no mundo sem ser proprietária de nenhum hotel. A Netflix, sem ter um estúdio de cinema, foi o principal agente da queda das locadoras, ao disponibilizar de forma direta filmes e séries — e hoje disputa até o Oscar.

O que essas empresas têm em comum? São empresas inovadoras e disruptivas, que romperam com padrões do mercado, enxergando, com a ajuda das transformações digitais, soluções que derrubaram conceitos que pareciam consolidados. Mas, engana-se quem acredita que a inovação disruptiva é privilégio de grandes corporações.

Neste post, vamos entender o que é a inovação disruptiva, suas características e objetivos. Confira!

O que é inovação disruptiva?

Podemos definir a inovação disruptiva como a transformação de um setor ou mercado a partir de um conceito ou ideia que, quando implementado traga conveniência, simplicidade, acessibilidade em setores em que o status quo, a complicação e o alto custo são marca registrada. 

Esse tipo de inovação vem “chacoalhando” nichos de mercado que pareciam ter chegado ao seu limite de crescimento e que os seus players dominantes não teriam mais concorrência. 

A disrupção no mercado bancário brasileiro

O setor bancário brasileiro, por exemplo, foi durante muitos anos dominado por poucas empresas, que tinham uma enorme fatia do mercado e se consolidaram como “imbatíveis”. Com a transformação digital e a facilidade de acesso, enquanto os grandes bancos apostaram no aprimoramento do modelo tradicional, as fintechs entraram no mercado simplificando os processos que eram considerados burocráticos. 

Hoje, é possível por meio de um smartphones fazer todas as transações bancárias que, há poucos anos, só eram possíveis de forma presencial ou em um terminal de autoatendimento — caixa eletrônico.

No Brasil essa mudança foi liderada por duas empresas, a Nubank, um dos primeiros bancos 100% digital a ganhar o mercado nacional e o PicPay, o primeiro método de pagamento popular que pode ser realizado 100% via smartphone. 

Com o crescimento do Nubank, os bancos tradicionais começaram a correr atrás do prejuízo e a oferecer suas plataformas 100% online. Já o PicPay, que, além de facilitar os pagamentos online, permitia o envio de dinheiro de forma simples e em tempo real, foi o impulsionador do PIX, que quebrou as barreiras burocráticas das transferências entre instituições diferentes.

Nubank e PicPay são duas empresas que, “desafiando” o status quo, entraram em mercados gigantescos — dominados por empresas consolidadas — e mudaram o mercado que parecia não ter mais para onde ir, com simplicidade, conveniência e acessibilidade. Isso é inovação disruptiva.

O mesmo aconteceu com empresas líderes mundiais em seu mercado há décadas, como a Kodak, que não visualizou as oportunidades do mundo digital e a Blockbuster, que não enxergou a conveniência que é ter os filmes na palma da mão e foi rapidamente superada pelos serviços de streaming.

Quais são os objetivos da inovação disruptiva?

Os objetivos da inovação disruptiva estão delineados nos pilares que fazem com que uma inovação seja disruptiva, que são:

  • acessibilidade — a solução precisa ser de fácil acesso ao maior público possível, pois, se ficar restrita, a solução não é capaz de transformar o mercado;
  • conveniência — as soluções disruptivas devem ser capazes de solucionar problemas reais, promovendo bem-estar geral;
  • simplicidade — para ser acessível e conveniente, o design de uma inovação disruptiva deve ser focado no usuário final, por isso é cada vez mais comum vermos termos como UX (experiência do usuário) e UI (interface do usuário) como base de projetos.

Esperamos que, após a leitura deste post, você tenha entendido o que é inovação disruptiva e os seus pilares. Como falamos no início, esse tipo de inovação não está restrito a grandes corporações, afinal, quem é líder de um segmento e está preocupado em manter a sua liderança, pode acabar se fechando para o novo, e acabar sendo surpreendido por empresas menores, que enxergam uma necessidade global e solucionam de maneira simples e objetiva.

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